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COMO ESTÁ A SAÚDE DE SUA EDIFICAÇÃO?

terça-feira, 30 de julho de 2019

Engenheiro Mário Galvão*


Aprendemos desde cedo que para manter nossa saúde, precisamos periodicamente de exames clínicos e laboratoriais.

Se nos descuidamos e não fazemos um check-up preventivo, podemos nos deparar tardiamente com alguma doença já instalada.

Na Engenharia é a mesma coisa. A Engenharia Diagnóstica se assemelha metaforicamente à medicina: o “paciente”, no caso da engenharia, é a estrutura da edificação; os “exames” são os ensaios; as “doenças” são as patologias; e os “remédios” ou o “tratamento” são os materiais de recuperação. 

A Engenharia Diagnóstica em Edificações trata, então, das investigações científicas das patologias prediais, através de metodologias que possibilitem obter dados técnicos para a caracterização, análise, atestamento, apuração da causa ou prescrição do reparo para a patologia em estudo.

Ela é responsável por identificar e prevenir diferentes problemas, como fissuras, infiltrações e até incêndios.

Através dos diferentes tipos de investigações técnicas, é possível também determinar patologias, como anomalias construtivas, falhas de manutenção e irregularidades de uso. 

Outras finalidades da engenharia diagnóstica são o aprimoramento da qualidade e a apuração de responsabilidades (inclusive no âmbito judicial). Por essa razão, ela é essencial em todas as fases de desenvolvimento de uma construção.

As ferramentas de investigação técnica (FIT) mais tradicionais da Engenharia Diagnóstica proporcionam uma análise para tomada de ações proativas através de diagnósticos, prognósticos e prescrição técnica, com foco na qualidade total da edificação. São elas:

- Vistoria: Atividade de constatação de um fato, mediante exame circunstanciado e descrição minuciosa dos elementos que o constituem (ABNT NBR 13.752/1996);

- Auditoria: Atividade que envolve a obtenção de evidências (registros, fatos ou outras informações) que avalia o atendimento a determinados critérios: políticas, procedimentos, normas técnicas ou requisitos usados como referência (Adaptado da ABNT NBR ISO 19.011/2012);

- Inspeção: Diversas atividades (processos) de avaliação das condições técnicas da edificação. Fundamenta-se em atividade de anamnese e de vistoria sensorial, podendo ter o apoio de testes e verificações expeditas, apurando as causas da situação, classificação da importância das falhas, anomalias e manifestações patológicas mais significativas, assim como indicação das ações necessárias para assegurar a conservação da edificação (Adaptado da ABNT NBR de Projeto de Norma Inspeção Predial, 2016);

- Perícia: Atividade que envolve apuração das causas que motivaram determinado evento, tais como, anomalias, falhas etc. (Adaptado da ABNT NBR 13.752/1996). 

Mas apenas essas quatro ferramentas de investigação são suficientes?

Sim, se considerarmos apenas as fases do desenvolvimento intelectual de uma investigação técnica (vistoria, auditoria, inspeção e perícia).


E não, caso se entenda que há muitas respostas fornecidas diretamente pela tecnologia e informática, como levantamentos topográficos, sondagens, ensaios laboratoriais, protótipos e outras modernas tecnologias.

Da mesma forma que o médico precisa, muitas vezes, de exames laboratoriais e tecnológicos para detectar uma doença e seu grau de complexidade, a Engenharia Diagnóstica precisa de equipamentos que possam detectar com precisão patologias não visíveis.

E nesse ponto entram os Ensaios Não Destrutivos (END), que são aqueles que não alteram, de forma permanente, o material a ser analisado. Estes tipos de ensaios (detecção magnética de armadura, radar, termografia, resistividade elétrica superficial, ultrassonografia, dentre outros) são de fundamental importância no processo de investigação e determinação dos tratamentos de uma estrutura que se encontra “doente”.

Portanto, hoje, com o avanço tecnológico, além da importância da contratação de um profissional especialista para diagnosticar e prescrever a correta reabilitação do sistema construtivo, é fundamental que esse profissional habilitado disponha de equipamentos que irão auxiliar no diagnóstico mais preciso, gerando a economia que o usuário espera.


Engenharia é coisa séria. Um Engenheiro nunca pode “achar que...”. Ele deve estar seguro para apontar soluções onde são premissas: a qualidade, o preço, o prazo e a responsabilidade ética e social.

E para isso, ele deve estar em constante atualização, buscando novos conhecimentos e novas ferramentas que irão proporcionar resultados assertivos e benefícios concretos.

*Engenheiro Mário Galvão
Engenheiro Civil
Mestre em Gerenciamento de Projetos
MBA em Construções Sustentáveis
Especialista em Fachadas e Engenharia Diagnóstica

O PARECER TÉCNICO

sexta-feira, 26 de julho de 2019



Satisfação é sinônimo de bem estar, que agregado à segurança, traz tranquilidade. É assim que se deve agir, evitando que negligência de qualquer espécie torne o ambiente desfavorável. É aí onde entra o PARECER TÉCNICO. O Parecer Técnico é o resultado de todo um trabalho realizado, onde o profissional que presta assessoria técnica visualiza as condições reais das estruturas, detecta as patologias encontradas e indica os procedimentos corretos que irão trazer as soluções.

O resultado disso tudo não pode ser outro, senão, a satisfação dos clientes.

Ter uma assessoria técnica apenas, não é o suficiente para manter segura a edificação. É preciso ter a certeza de que seu empreendimento está contratando um profissional de qualidade que, reúna as habilitações necessárias e possua os equipamentos que garantam o diagnóstico correto. Além do mais, se faz necessário que esse mesmo profissional não sonegue informações para os seus clientes, pois essa omissão acarretará em maiores problemas futuros e a certeza de que o que seria gasto no presente será muito mais oneroso no futuro.

Ao estar em Brasília por ocasião do evento TERMODAN, tive a oportunidade de conhecer e entrevistar diversos profissionais da engenharia, bem com gestores empresariais e síndicos, como foi o caso da síndica Eliete Zorzin, que de forma emocionada, falou na entrevista à jornalista Simone Zerbinato sobre o seu regozijo em contratar a assessoria técnica do Engenheiro Mário Galvão para cuidar do seu empreendimento, e saber que estava cumprindo uma importante atribuição, a garantia de uma edificação segura. Deu para contemplar o seu sorriso e ver seus olhos brilharem de satisfação. Pude atestar a confiança dos síndicos na assessoria técnica e observar quão gratos estavam os síndicos, e a forma como exaltaram a qualidade, a organização e o conteúdo técnico que estavam levando para casa. “É importante ressaltar o respeito que temos por esses profissionais da engenharia”, citou o Síndico Neto do Condomínio Piazza di Itália, um dos síndicos ali presentes.



E em se tratando de respeito e de respaldo, não posso deixar de citar a presença de diversas autoridades da engenharia mecânica, da engenharia elétrica e da engenharia civil que estiveram palestrando e abrilhantando o evento.

Durante a palestra do Engenheiro Mário Galvão pode-se perceber o interesse da plateia composta por estudantes, profissionais de engenharia, arquitetura, gestores condominiais, advogados entre outros. Após o término da apresentação ficou evidente a satisfação de todos por conta dos elogios que eram feitos entre as pessoas e também nas redes sociais do evento.

Os depoimentos de profissionais e representantes de entidades confirmam e validam a qualidade do trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Engenheiro Mário e seus parceiros. O Presidente em exercício do CREA DF Pedro Assad diz que é importante para toda a classe de profissionais, neste momento em que o país passa por profunda reforma, a contribuição de um profissional como Mário Galvão. “Mostrar que é possível atuar com ética e respeito ao cliente ao mesmo tempo em que entrega os serviços com transparência é imprescindível para a credibilidade do mercado de engenharia” – afirmou Assad.



O Engenheiro Civil Marcelo Galimbert, elogiou a palestra sobre termografia aplicada na detecção de vazamentos pois o assunto abre as portas para um mercado ainda inexplorado pelos profissionais no Brasil. “Acredito que a melhor forma de melhorar a qualidade dos serviços é compartilhar informações e técnicas na resolução de problemas de engenharia. E assim o Engenheiro Mário Galvão foi direto ao ponto mostrando aos presentes que é possível ser competitivo no mercado ao mesmo tempo em que cumpre prazos, com economia e ética” – completa Galimbert.

Parabéns, Mário Galvão, por aglutinar grandes profissionais, por fomentar a ética entre os profissionais da engenharia, e por apoiar eventos como o TERMODAN, que visam esclarecer aos engenheiros, gestores, síndicos, estudantes e público interessado quão importante é o uso de novas tecnologias para prevenir e trazer soluções confiáveis aos problemas que envolvem as construções.

Matéria original no Blog do Jornalista Adailson Cruz:: https://adailsoncruz.blogspot.com/2019/07/o-parecer-tecnico.html?zx=e2187957675a23f4

A ética cabe em todo lugar, inclusive na Engenharia

terça-feira, 9 de julho de 2019


Muito tem se falado de ética nos últimos tempos. Escândalos na política principalmente, têm levantado a questão dos limites éticos nas relações profissionais.

Até onde vai o limite de uma relação sem ferir a ética moral e profissional?

Acidentes como os de Brumadinho, por exemplo, expõem uma conduta que fere os princípios éticos da profissão da engenharia, colocando em risco a vida de centenas de pessoas.

Infelizmente também é comum vermos casos de explosão em condomínios por serviço mal executado ou por falta de manutenção e até mesmo mortes por descarga elétrica em local que deveria, por lei, existir aterramento adequado e atestado por um profissional capacitado.

E quando nos deparamos com esses casos, nos questionamos: até onde vai a ética do ser humano ao aceitar que serviços mal executados, falta de manutenção ou “vista grossa” coloquem em risco a vida de pessoas?

Para contextualizar essa discussão vamos ver, antes, o que é Ética por definição:

Ética é a ciência que estuda os valores morais que orientam o comportamento humano em sociedade. É um conjunto de princípios ou padrões pelos quais se pautam a conduta humana. Algumas vezes a ética é chamada de "moral", e por extensão, seu estudo frequentemente chamado de Filosofia Moral. Assim, como um ramo da Filosofia, Ética é considerada uma ciência normativa, já que trata de normas de conduta humana. Na prática, agir eticamente é agir de acordo com os preceitos da moral instituída.

A Ética é importante e necessária para o bem-estar de uma sociedade e, sendo assim, se aplica a todas as esferas, seja na educação, nos relacionamentos sociais e, muito importante, nas profissões. Agir em contradição com as normas de uma sociedade, invariavelmente resulta em conflito e muitas vezes em danos a alguma parte.

A Ética porém, não é absoluta e imutável, e suas mudanças ocorrem normalmente através da quebra do padrão anterior. E a Ciência, muitas vezes, é uma das grandes responsáveis pelas quebras desses padrões, que resultam da evolução moral de nossa sociedade.

O comportamento de uma pessoa é quase sempre ético quando ela faz o que é melhor para todos!

Ética pessoal

A Ética pessoal tem origem na família, na escola e na vida social do indivíduo. Os pais são a primeira fonte de influência comportamental, emocional e ética nos filhos. Valores como: falar sempre a verdade; ser sempre honesto; importância do trabalho; autorresponsabilidade e outros, são aprendidos principalmente nesses ambientes.

Ética profissional

A profissão é um bem social da humanidade e o profissional é o agente capaz de exercê-la, tendo como objetivos maiores a preservação e o desenvolvimento harmônico do ser humano, de seu ambiente e de seus valores.

No aspecto profissional, a Ética perpetua os princípios morais fundamentais do certo ou errado. Mas aqui, especificamente, podemos traduzi-la como a maneira pela qual o ser humano conduz o desempenho de suas funções, obedecendo aos princípios que regem a moral, o respeito, o conhecimento, o sigilo profissional e os códigos de moral e conduta que regem sua profissão.

Todo comportamento tem suas razões.
A Ética é simplesmente a razão maior.
David Hume

Ética na Engenharia

A Engenharia existe desde os mais remotos tempos. Pode-se afirmar que ela existe desde o aparecimento do homem na face da Terra.

Se a entendermos como a arte de usar a técnica para realizar aquilo que a imaginação humana concebe, verificaremos que enquanto existir a humanidade, ela estará presente.

A Engenharia, compreendida como a arte de fazer, consiste em aplicar conhecimentos científicos à criação de estruturas, processos e dispositivos, que são utilizados para converter recursos naturais em formas adequadas ao atendimento das necessidades humanas.

Nos cursos de engenharia estuda-se entre outras coisas, projetos, dimensionamentos, análises, processos e avaliação de desempenho.

Mas onde entra a ética?

Engenheiros projetam produtos e equipamentos, máquinas e equipamentos agrícolas, sistemas de tratamento de matérias primas, aplicativos de gestão. Contribuem para o avanço da sociedade com o desenvolvimento de novas tecnologias; Desenvolvem processos que, muitas vezes, modificam nossa forma de viver.

Porém, produtos e processos tem consequências na sociedade Se um sistema de irrigação não funcionar, o agricultor perde a produção; Se o alimento não for manipulado de forma correta pode acarretar riscos à saúde humana; A falta de tratamento adequado de resíduos em um processo industrial pode gerar problemas ambientais graves; Uma linha de produção não projetada corretamente pode levar a prejuízos à empresa, gerando desempregos; E uma edificação que não segue os padrões normativos de construção e manutenção pode, além de causar prejuízo econômico, expor a vida de seus usuários a sérios riscos.

Decisões tomadas por engenheiros geralmente tem sérias consequências para as pessoas e para a sociedade.

Assim, a Ética na Engenharia regula os relacionamentos entre: Engenheiro e a sociedade; Engenheiro e outros profissionais; Engenheiro e meio ambiente; Engenheiro e empregador; Engenheiros e seus clientes.

O Código de Ética do Profissional da Engenharia enuncia os fundamentos éticos e as condutas necessárias à boa e honesta prática da profissão, relacionando direitos e deveres correlatos de seus profissionais.

Estabelece que a profissão deve ser praticada através do relacionamento honesto, justo, com igualdade de tratamento entre os profissionais, com lealdade na competição e com base nos preceitos do desenvolvimento sustentável na intervenção sobre os ambientes naturais e construídos. Além disso, deve ser praticada com isenção de perigo ou danos às pessoas, seus bens e seus valores

Dentre alguns deveres do profissional de engenharia destacamos:
  • Desempenhar sua profissão ou função nos limites de suas atribuições e de sua capacidade pessoal de realização;
  • Fornecer informação certa, precisa e objetiva em publicidade e propaganda pessoal;
  • Atuar com imparcialidade e impessoalidade em atos arbitrais e periciais;
  • Alertar sobre os riscos e responsabilidades relativos às prescrições técnicas e as consequências presumíveis de sua inobservância;
  • Atuar com lealdade no mercado de trabalho, observando o princípio da igualdade de condições;
  • Manter-se informado sobre as normas que regulamentam o exercício da profissão;
  • Atender, quando da elaboração de projetos, execução de obras ou criação de novos produtos, aos princípios e recomendações de conservação de energia e de minimização dos impactos ambientais;
  • Considerar em todos os planos, projetos e serviços as diretrizes e disposições concernentes à preservação e ao desenvolvimento dos patrimônios sociocultural e ambiental.

Porém, quando acidentes de maior proporção ocorrem, como os de Mariana, Brumadinho, Ciclovia Tim Maia, no Rio de Janeiro e Plataforma 36 da Petrobras, a Ética dos profissionais envolvidos é questionada.

Foi um incidente (imprevisto), um acidente (desastre), falha de projeto, falta de fiscalização, tecnologias de risco ou falta de ética? E a responsabilidade é de quem? Da empresa ou do engenheiro?

Vemos também na área de consultoria e diagnóstico de construções preditivas muitos acidentes que poderiam ter sido evitados se os princípios éticos que regem a profissão e os relacionamentos fossem observados.

Temos ainda muito o que debater e transformar, por meio principalmente da mudança de cultura e paradigma do setor.

Conflitos de interesses nas empresas, compromisso profissional, interesse econômico, sustentabilidade, práticas questionáveis, corrupção, controle de preços e desvalorização profissional são alguns dos problemas a serem enfrentados.
Assim, um dos grandes desafios do profissional do Sistema Confea/Crea é a atuação nos limites dos princípios éticos e de responsabilidade social, buscando em cada ação, a excelência.

Engenheiro Mário Galvão
Engenheiro Civil
Mestre em Gerenciamento de Projetos
MBA em Construções Sustentáveis
Especialista em Fachadas e Engenharia Diagnóstica

A importância da termografia na manutenção preditiva

quarta-feira, 26 de junho de 2019



O que é termografia?

A termografia é uma técnica que registra imagens de calor (termogramas) não visíveis pelo olho humano, através de uma câmera termográfica.

Todo corpo - ou matéria - com temperatura acima do Zero Absoluto emite radiação térmica. E as variações térmicas de um corpo podem ser sinais de que algo não vai muito bem. A termografia vem então para ajudar na análise e diagnóstico de anomalias, por meio de registro gráfico das temperaturas do ponto ou do objeto que está sendo analisado.

O infravermelho é uma frequência eletromagnética naturalmente emitida por qualquer corpo, com intensidade proporcional a sua temperatura. Os equipamentos infravermelhos utilizados nesse tipo de inspeção transformam a radiação infravermelha – naturalmente emitida - em imagens que podem ser visualizadas em tela, mostrando a distribuição de calor no local por meio de cores, possibilitando a localização exata do ponto aquecido. Esse ponto é onde está a anomalia analisada.

Como estamos falando de variação térmica, a termografia detecta também aquelas áreas que estão com uma temperatura mais fria, abaixo da média, que também é um indicativo de problema.

A termografia vem sendo utilizada há quase 200 anos com técnicas que foram evoluindo ao longo do tempo. O primeiro termograma foi elaborado na metade dos anos de 1940, no período da Segunda Guerra Mundial, sendo utilizado como sistema de Visão Noturna.

Desde então, o uso da termografia se expandiu para diversas áreas da ciência, sendo extremamente importante na área da saúde, por exemplo.

O uso da termografia na ENGENHARIA DIAGNÓSTICA

Em muitos países a termografia infravermelha vem sendo utilizada como técnica não destrutiva para a avaliação de problemas nas edificações. Os termovisores são alguns dos equipamentos mais modernos no mercado de prestação de serviços, proporcionando precisão e economia.

Com eles, é possível verificar diversos problemas estruturais de sua edificação sem o famoso quebra quebra e com resultados na hora, através da análise dos diferentes níveis de temperatura de paredes, pisos ou tetos que podem informar locais em que o isolamento do prédio está com problemas, como por exemplo, infiltrações de água e até mesmo vazamentos na tubulação de esgoto, permitindo uma análise muito ampla de toda a estrutura em pouquíssimo tempo.



O acompanhamento em tempo real das variações de calor permite, por exemplo, que se quebre a parede ou piso exatamente onde está o vazamento, evitando aquela grande obra que era realizada antigamente apenas para procurar e resolver um problema menor.

Com base ainda nessa análise, torna-se possível também indicar com antecedência eventuais defeitos ou falhas estruturais que podem resultar em problemas maiores no futuro. E a partir disso, elaborar um plano de ação para evitar ou minimizar esse problema, gerando uma importante economia.

O uso da termografia na MANUTENÇÃO PREDITIVA

A termografia é hoje reconhecida como uma técnica de análise rápida, econômica e extremamente potente. Com ela, podemos diagnosticar:

  • Infiltrações ou fugas de água
  • Fendas estruturais;
  • Corrosão de armaduras;
  • Falta de isolamento térmico em fachadas e coberturas;
  • Fissuras em fachadas;
  • Roturas em tanques e depósitos;
  • Roturas em canalizações de água e sistemas de ar condicionado;
  • Traçado de tubulações;
  • Colônia de insetos no interior de madeira de construção;
  • Sistema e equipamentos elétricos e eletrônicos como: mau contato de alguma fiação, oxidação dos componentes, desgaste de peças e sobrecarga de circuitos;
  • Análise térmica do edifício;
  • Entre outros.


Algumas VANTAGENS da utilização da termografia


  • Fácil interpretação dos resultados, já que as imagens são intuitivas;
  • Capacidade de tomar medições em tempo real;
  • Alcance de medições em ambientes insalubres;
  • Método não-destrutivo;
  • Utilização em ambientes sem iluminação;
  • Redução do tempo de inspeção e de trabalho;
  • Não provoca pó nem gera detritos;
  • Não emite qualquer tipo de radiação;
  • Permite fazer teste em uma área completa.


Diagnóstico realizado pela Ponsi Consultoria, sob supervisão do Engenheiro Mário Galvão

Agora que já está um pouco mais claro o que é a termografia e sua aplicação na manutenção preditiva, podemos concluir que ela é de grande auxílio para quem quer instaurar uma rotina de manutenção, uma vez que porque proporciona um diagnóstico rápido e assertivo.

Portanto, a inspeção termográfica - ressalte-se, quando realizada por um profissional experiente e que saiba analisar os dados termográficos, é uma das mais avançadas técnicas de manutenção preditiva e preventiva, pois possibilita um planejamento prévio de manutenção e correção, o que gera grande redução de custos e mão de obra.

Vícios Construtivos em Condomínios

terça-feira, 11 de junho de 2019

Uma séria e competente Inspeção Predial, realizada por um engenheiro ou técnico especializado e preparado, representa um investimento mínimo, se comparado aos custos das decisões equivocadas e os possíveis prejuízos decorrentes da perda da garantia e desvalorização do imóvel. Saiba o que são e porquê identificar vícios construtivos na edificação.


Parte 1

Parte 2

ABNT 5674 - Manutenção Predial

sábado, 25 de maio de 2019

A ABNT 5674 é uma normal extremamente importante para síndicos e condomínios, afinal ela determina as exigências para manter a vida útil da edificação e de seus sistemas construtivos.

Quais as obrigações do Síndico, referente a manutenção predial?
  • O ponto de vista dos tribunais em relação a manutenção predial;
  • Custos ao realizar e não realizar manutenção preventiva;
  • Planejamento.
Assista a entrevista do Engenheiro Mário Galvão concedida a TV Cond:



“Saúde Estrutural”: a importância da estrutura em uma edificação

domingo, 14 de abril de 2019


A área de avaliação, recuperação e reforço de estruturas se assemelha etimologicamente a área médica. Para se conhecer a “saúde” da estrutura, ou seja, o grau de conservação, durabilidade e segurança estrutural é de fundamental importância que sejam realizadas inspeções periódicas e “exames clínicos”, no caso da engenharia diagnóstica, ensaios destrutivos ou não destrutivos nas edificações.

Para abordar um pouco mais sobre este assunto, o Eng. Civil Mário Galvão, M.Sc conversou com o Eng. Leonardo Braga Passos, M.Sc, sócio/diretor da PI-Engenharia e especialista em engenharia de estruturas, para auxiliar o síndico sobre este assunto.

Eng. Mário Galvão: Leonardo, qual a importância da manutenção periódica na estrutura de um edifício?

Eng. Leonardo Braga Passos: Mário, as estruturas dos edifícios, pontes, viadutos, barragens, dentre outras em nosso país, estão envelhecendo. Similar a nós, que devemos realizar check-up’s periódicos ao longo de nossas vidas, para avaliarmos nossa saúde, o mesmo procedimento deve ser realizado em estrutura de um edifício e não apenas trata-la somente após a evidencia de que algo não está indo bem. A estrutura é o “esqueleto” da edificação e é responsável pela segurança de todos os demais sistemas integrantes de um edifício e de seus usuários. Sendo assim, caso esta esteja “doente”, deverá ser tratada (medicada) para não ocasionar futuros acidentes.

Eng. Mário Galvão: Qual profissional deve ser contratado para realizar a análise estrutural?

Eng. Leonardo Braga Passos: Para tal análise, deve-se contratar um profissional habilitado, ou seja, engenheiro civil. Recomenda-se que este profissional seja especializado e possua larga experiência na áreas de estruturas e engenharia diagnóstica.

Eng. Mário Galvão: Quais principais sinais que indicam que a estrutura encontra-se possivelmente “doente”?

Eng. Leonardo Braga Passos: Os casos mais comuns identificados em edifícios residenciais e comerciais são: lixiviação (estalactites) que são formados principalmente sob áreas molhadas como banheiros e lajes de cobertura; desplacamentos de concretos e armaduras expostas na base de pilares, principalmente em pilares de subsolo, fachadas externas e garagens; desplacamento e armaduras expostas em lajes e vigas principalmente em coberturas e áreas externas; infiltrações em juntas de dilatação; umidade em muros de contenção; fissuras, trincas e rachaduras em paredes e elementos estruturais; dentre outros.

Eng. Mário Galvão: Quais os principais procedimentos devem ser adotados durante a inspeção da estrutura?

Eng. Leonardo Braga Passos: O profissional deve: procurar conhecer a história da edificação (quando foi construída, se existem projetos, se ela já passou por algum tipo de intervenção, etc..); realizar uma análise visual da estrutura e identificar as patologias visíveis; identificar as prováveis causas que estejam ocasionado aquelas patologias; prescrever e realizar os adequados ensaios destrutivos e/ou não destrutivos para cada tipo de patologia para poder conhecer o grau em que se encontra a “saúde” dos elementos estruturais inspecionados (detecção magnética de armaduras, profundidade de carbonatação, ultrassonografia, radar, potencial de corrosão, dentre outros).

Eng. Mário Galvão: Após o estudo da saúde da estrutura, quais medidas devem ser tomadas?

Eng. Leonardo Braga Passos: O síndico, após receber o laudo do profissional que realizou o diagnóstico, deverá encaminhar a profissionais habilitados (engenheiros) que possuem know-how em tratamento, recuperação e reforço de estruturas, que irão garantir, após a realização dos tratamentos, o reestabelecimento da “saúde” e segurança da estrutura e de seus usuários.

Desafios no projeto, obra, manutenção e reforço da Ponte Rio-Niterói

sexta-feira, 22 de março de 2019


Apresentar os desafios do projeto da segunda maior ponte do mundo na época de sua construção, as dificuldades e particularidades da execução, o trabalho de reforço necessário para ajuste do comportamento dinâmico e o plano de manutenção que vem sendo implementado e que serve de modelo para outras obras de arte especiais foram os principais tópicos abordados por especialistas convidados para o Workshop “Ponte Rio-Niterói - Desafios no projeto, obra, manutenção e reforço”, que aconteceu em 21 de março de 2019, em Brasília (DF).

Marco da engenharia nacional inaugurado em 1974, a Ponte ainda detém alguns recordes importantes: maior ponte do Hemisfério Sul; possui o maior vão em viga reta contínua do mundo: o vão central de 300 m de comprimento e 72 m de altura; é a mais importante estrutura protendida das Américas, com mais de 2.150 quilômetros de cabos no interior de sua estrutura; e uma das maiores pontes do mundo em volume espacial (área construída), por conta de seu comprimento, largura e a altura dos pilares e das fundações submersas cravadas na rocha do fundo da Baía de Guanabara.

O Eng. Bruno Contarini, consagrado como um dos mais importantes engenheiros estruturais do Brasil e um dos responsáveis pela construção desta grande obra, falou sobre os métodos executivos empregados, destacando escolha de traçado, planejamento do canteiro de obras, equipamentos de fundações etc.

As soluções inovadoras implementadas com sucesso para o melhor desempenho estrutural da Ponte foram apresentadas pelo eng. Ronaldo Carvalho Barrista, consultor em Engenharia de Estruturas de Grande Porte (pontes estaiadas, coberturas, torres altas e estruturas costeiras e offshore e de equipamentos industriais), que descreveu os estudos técnico-científicos das campanhas experimentais (instrumentação e monitoração) e dos modelos numérico-computacionais 3D (análises estática e dinâmica), aplicados na concepção dessas soluções.

Os estudos e projetos da ponte efetuados pela Noronha Engenharia em 1968-1974 foram demonstrados pelo Eng. B. Ernani Diaz, doutor pela Universidade de Hannover, Alemanha, doutor pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e membro da Academia Nacional de Engenharia. Ele destacou os estudos de viabilidade da PRN efetuados pela Noronha, HNTB e Wilber Smith, as alternativas da ligação rodoviária, formação do primeiro grupamento de análise de projetos de estruturas civis em 1968, emprego e programação de programas especiais para a geometria e a análise da PRN, projeto dos acessos do Rio de Janeiro e de Niterói, a viga barriga de peixe conforme projeto do A. Noronha Filho, a análise do tabuleiro de vigas múltiplas, sem transversinas, em 1968, com o programa SPLA, o projeto da ponte colada de concreto sobre o mar com base em pontes francesas da Campenon Bernard, o projeto da viga de aço efetuado pela HNTB dos EUA e sua montagem por firmas inglesas (RDL e CB), assim como os problemas apresentados com o projeto de aço e a sua solução pelo prof. Ronaldo Battista.

Já o eng. Carlos Henrique Siqueira, que foi engenheiro da supervisão da construção da Ponte Rio-Niterói de 1972 a 1974, responsável pela vistoria e manutenção da obra de 1979 a 1996 e consultor dos serviços de vistoria e manutenção de 1997 até os dias atuais, apresentou a palestra “Ponte Rio-Niterói: referência mundial em manutenção de grandes estruturas”.

Exibiu um pouco do projeto e da fase construtiva da Ponte, com ênfase em determinadas nuances técnicas usadas pela primeira vez no Brasil, e mostrou, com detalhes, como são realizadas as vistorias e manutenções estruturais e de durabilidade da maior ponte do hemisfério sul, atentando para algumas pesquisas desenvolvidas com o concreto submerso do trecho sobre a Baía de Guanabara.

O evento ocorreu das 9h30 às 18h no Auditório do Sinduscon-DF com a presença do Eng. Mário Galvão e reuniu grandes nomes da engenharia e amigos : Eng. Leonardo Braga, Fátima Có presidente do Crea-DF , Renato Cortopassi, Marcelo Galimbert subsecretário de Obras, Daclimar presidente da Novacap, Fauzinho DER, Carlos Feijão Diretor de edificação da Novacap, Antônio Carlos, Mauricio Canovas, Carlos Mendes Presidente do Ibracon DF, Carlos Campos, João Alberto Presidente da ABECE, Ronaldo Carvalho, B. Ernane Diaz responsável pelos estudos e projetos da ponte Rio-Niterói, Carlos Henrique Siqueira, que foi engenheiro da supervisão da construção da Ponte Rio-Niterói de 1972 a 1974, dentre outros. Curta o álbum de fotos no Instagram:

Cobertura dos prédios deve estar em dia para o período de chuvas

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Cobertura dos prédios - Foto: Emerson Tormann


Todos os anos, ao final do ano, temos a felicidade de receber as primeiras chuvas no Distrito Federal. Este ano as chuvas serão comemoradas com maior entusiasmo devido à escassez de água e ao racionamento. Mas a alegria pode se tornar um pesadelo para o síndico que não está atento à manutenção da cobertura do seu condomínio.

Nunca é demasiado lembrar que o síndico deve verificar periodicamente as condições do topo do prédio fazendo inspeções em telhas, lajes e sistemas de escoamento de água da chuva. Outra recomendação importante é quanto à limpeza de calhas, ralos, bocais e etc. para não haver entupimento nem acúmulo de água. Não menos importante verificar o revestimento e impermeabilização. Tudo com objetivo de evitar infiltrações.

As infiltrações são os maiores causadores de degradação em edificações. Na maioria das vezes elas estão localizadas justamente na cobertura dos edifícios. Em casos mais extremos podem comprometer a casa de máquinas, instalações elétricas, elevadores e reservatórios de água potável. Outra grande preocupação é quanto ao sistema de combate à incêndio constituído de bombas hidráulicas que não devem trabalhar com excesso de umidade nem sujeira.

Além das infiltrações, tem-se observado outras manifestações patológicas nos topos dos prédios. São fissuras, trincas e até rachaduras que comprometem a impermeabilização, promovem a infiltração e, o que é mais grave, a estabilidade e segurança da edificação. Por isso, mais uma vez, a responsabilidade de se fazer vistorias periódicas na(s) cobertura(s) do condomínio.

A negligência pode gerar um dano ainda maior quando as infiltrações atingem a fachada causando manchas, bolhas, desplacamento, lascamentos e fissurações. Para evitar tudo isso, o síndico deve contratar um engenheiro patologista que julgará, por meio de ensaios simples e diagnósticos, a extensão do problema. A partir das informações levantadas, será feita uma análise das manifestações patológicas a fim de identificar suas causas e propor melhorias e correções.

O síndico também deve ficar atento à necessidade de cumprir a agenda de manutenções da cobertura. Mesmo em prédios novos, o síndico não pode relaxar e “esquecer” de realizar os serviços previstos no manual da edificação. A recomendação também vale para prédios com mais de 5 anos. Esses procedimentos, se seguidos à risca, evitam a perda da garantia, danos à edificação e enormes prejuízos financeiros e a desvalorização do imóvel.

Normalmente, não é apenas um fato isolado que gera problemas, mas sim a soma de ações de diferentes agentes mecânicos, térmicos ou biológicos, todos promovendo alterações que impactam no desempenho da edificação. A vida útil das edificações está considerada na norma de desempenho ABNT NBR 15.575 - Desempenho de Edificações Habitacionais, em vigor desde 2013. Em 2014, a ABNT publicou a NBR 16280 – Reforma em edificações – Sistema de gestão de reformas – que estabelece as obrigações das partes envolvidas na preservação da vida útil de um prédio.

O síndico deve estar atento a outras normas, como a ABNT NBR 5674 - Manutenção de edificações - Requisitos para o sistema de gestão de manutenção e a ABNT NBR 14037 - Manual de operação, uso e manutenção das edificações pois, em caso de judicialização. Segundo dados do IBAPE/SP (Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de São Paulo), 66% das prováveis causas e origens de acidentes em edifícios possuem relação com a deficiência ou inexistência da manutenção, perda precoce do desempenho e deterioração acentuada.

Outros sistemas devem ser observados na cobertura de um prédio: Para-raio ou SPDA (sistema de proteção às descargas atmosféricas); Luz piloto; Aparelhos de ar condicionado; Aquecimento solar (boiler); Antenas; Estruturas metálicas; etc.. E lembre-se de que a cobertura não é depósito e não deve ser usada para guardar materiais ou armazenar entulhos. Mesmo que temporariamente.

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