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COMO ESTÁ A SAÚDE DE SUA EDIFICAÇÃO?

terça-feira, 30 de julho de 2019

Engenheiro Mário Galvão*


Aprendemos desde cedo que para manter nossa saúde, precisamos periodicamente de exames clínicos e laboratoriais.

Se nos descuidamos e não fazemos um check-up preventivo, podemos nos deparar tardiamente com alguma doença já instalada.

Na Engenharia é a mesma coisa. A Engenharia Diagnóstica se assemelha metaforicamente à medicina: o “paciente”, no caso da engenharia, é a estrutura da edificação; os “exames” são os ensaios; as “doenças” são as patologias; e os “remédios” ou o “tratamento” são os materiais de recuperação. 

A Engenharia Diagnóstica em Edificações trata, então, das investigações científicas das patologias prediais, através de metodologias que possibilitem obter dados técnicos para a caracterização, análise, atestamento, apuração da causa ou prescrição do reparo para a patologia em estudo.

Ela é responsável por identificar e prevenir diferentes problemas, como fissuras, infiltrações e até incêndios.

Através dos diferentes tipos de investigações técnicas, é possível também determinar patologias, como anomalias construtivas, falhas de manutenção e irregularidades de uso. 

Outras finalidades da engenharia diagnóstica são o aprimoramento da qualidade e a apuração de responsabilidades (inclusive no âmbito judicial). Por essa razão, ela é essencial em todas as fases de desenvolvimento de uma construção.

As ferramentas de investigação técnica (FIT) mais tradicionais da Engenharia Diagnóstica proporcionam uma análise para tomada de ações proativas através de diagnósticos, prognósticos e prescrição técnica, com foco na qualidade total da edificação. São elas:

- Vistoria: Atividade de constatação de um fato, mediante exame circunstanciado e descrição minuciosa dos elementos que o constituem (ABNT NBR 13.752/1996);

- Auditoria: Atividade que envolve a obtenção de evidências (registros, fatos ou outras informações) que avalia o atendimento a determinados critérios: políticas, procedimentos, normas técnicas ou requisitos usados como referência (Adaptado da ABNT NBR ISO 19.011/2012);

- Inspeção: Diversas atividades (processos) de avaliação das condições técnicas da edificação. Fundamenta-se em atividade de anamnese e de vistoria sensorial, podendo ter o apoio de testes e verificações expeditas, apurando as causas da situação, classificação da importância das falhas, anomalias e manifestações patológicas mais significativas, assim como indicação das ações necessárias para assegurar a conservação da edificação (Adaptado da ABNT NBR de Projeto de Norma Inspeção Predial, 2016);

- Perícia: Atividade que envolve apuração das causas que motivaram determinado evento, tais como, anomalias, falhas etc. (Adaptado da ABNT NBR 13.752/1996). 

Mas apenas essas quatro ferramentas de investigação são suficientes?

Sim, se considerarmos apenas as fases do desenvolvimento intelectual de uma investigação técnica (vistoria, auditoria, inspeção e perícia).


E não, caso se entenda que há muitas respostas fornecidas diretamente pela tecnologia e informática, como levantamentos topográficos, sondagens, ensaios laboratoriais, protótipos e outras modernas tecnologias.

Da mesma forma que o médico precisa, muitas vezes, de exames laboratoriais e tecnológicos para detectar uma doença e seu grau de complexidade, a Engenharia Diagnóstica precisa de equipamentos que possam detectar com precisão patologias não visíveis.

E nesse ponto entram os Ensaios Não Destrutivos (END), que são aqueles que não alteram, de forma permanente, o material a ser analisado. Estes tipos de ensaios (detecção magnética de armadura, radar, termografia, resistividade elétrica superficial, ultrassonografia, dentre outros) são de fundamental importância no processo de investigação e determinação dos tratamentos de uma estrutura que se encontra “doente”.

Portanto, hoje, com o avanço tecnológico, além da importância da contratação de um profissional especialista para diagnosticar e prescrever a correta reabilitação do sistema construtivo, é fundamental que esse profissional habilitado disponha de equipamentos que irão auxiliar no diagnóstico mais preciso, gerando a economia que o usuário espera.


Engenharia é coisa séria. Um Engenheiro nunca pode “achar que...”. Ele deve estar seguro para apontar soluções onde são premissas: a qualidade, o preço, o prazo e a responsabilidade ética e social.

E para isso, ele deve estar em constante atualização, buscando novos conhecimentos e novas ferramentas que irão proporcionar resultados assertivos e benefícios concretos.

*Engenheiro Mário Galvão
Engenheiro Civil
Mestre em Gerenciamento de Projetos
MBA em Construções Sustentáveis
Especialista em Fachadas e Engenharia Diagnóstica

O PARECER TÉCNICO

sexta-feira, 26 de julho de 2019



Satisfação é sinônimo de bem estar, que agregado à segurança, traz tranquilidade. É assim que se deve agir, evitando que negligência de qualquer espécie torne o ambiente desfavorável. É aí onde entra o PARECER TÉCNICO. O Parecer Técnico é o resultado de todo um trabalho realizado, onde o profissional que presta assessoria técnica visualiza as condições reais das estruturas, detecta as patologias encontradas e indica os procedimentos corretos que irão trazer as soluções.

O resultado disso tudo não pode ser outro, senão, a satisfação dos clientes.

Ter uma assessoria técnica apenas, não é o suficiente para manter segura a edificação. É preciso ter a certeza de que seu empreendimento está contratando um profissional de qualidade que, reúna as habilitações necessárias e possua os equipamentos que garantam o diagnóstico correto. Além do mais, se faz necessário que esse mesmo profissional não sonegue informações para os seus clientes, pois essa omissão acarretará em maiores problemas futuros e a certeza de que o que seria gasto no presente será muito mais oneroso no futuro.

Ao estar em Brasília por ocasião do evento TERMODAN, tive a oportunidade de conhecer e entrevistar diversos profissionais da engenharia, bem com gestores empresariais e síndicos, como foi o caso da síndica Eliete Zorzin, que de forma emocionada, falou na entrevista à jornalista Simone Zerbinato sobre o seu regozijo em contratar a assessoria técnica do Engenheiro Mário Galvão para cuidar do seu empreendimento, e saber que estava cumprindo uma importante atribuição, a garantia de uma edificação segura. Deu para contemplar o seu sorriso e ver seus olhos brilharem de satisfação. Pude atestar a confiança dos síndicos na assessoria técnica e observar quão gratos estavam os síndicos, e a forma como exaltaram a qualidade, a organização e o conteúdo técnico que estavam levando para casa. “É importante ressaltar o respeito que temos por esses profissionais da engenharia”, citou o Síndico Neto do Condomínio Piazza di Itália, um dos síndicos ali presentes.



E em se tratando de respeito e de respaldo, não posso deixar de citar a presença de diversas autoridades da engenharia mecânica, da engenharia elétrica e da engenharia civil que estiveram palestrando e abrilhantando o evento.

Durante a palestra do Engenheiro Mário Galvão pode-se perceber o interesse da plateia composta por estudantes, profissionais de engenharia, arquitetura, gestores condominiais, advogados entre outros. Após o término da apresentação ficou evidente a satisfação de todos por conta dos elogios que eram feitos entre as pessoas e também nas redes sociais do evento.

Os depoimentos de profissionais e representantes de entidades confirmam e validam a qualidade do trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Engenheiro Mário e seus parceiros. O Presidente em exercício do CREA DF Pedro Assad diz que é importante para toda a classe de profissionais, neste momento em que o país passa por profunda reforma, a contribuição de um profissional como Mário Galvão. “Mostrar que é possível atuar com ética e respeito ao cliente ao mesmo tempo em que entrega os serviços com transparência é imprescindível para a credibilidade do mercado de engenharia” – afirmou Assad.



O Engenheiro Civil Marcelo Galimbert, elogiou a palestra sobre termografia aplicada na detecção de vazamentos pois o assunto abre as portas para um mercado ainda inexplorado pelos profissionais no Brasil. “Acredito que a melhor forma de melhorar a qualidade dos serviços é compartilhar informações e técnicas na resolução de problemas de engenharia. E assim o Engenheiro Mário Galvão foi direto ao ponto mostrando aos presentes que é possível ser competitivo no mercado ao mesmo tempo em que cumpre prazos, com economia e ética” – completa Galimbert.

Parabéns, Mário Galvão, por aglutinar grandes profissionais, por fomentar a ética entre os profissionais da engenharia, e por apoiar eventos como o TERMODAN, que visam esclarecer aos engenheiros, gestores, síndicos, estudantes e público interessado quão importante é o uso de novas tecnologias para prevenir e trazer soluções confiáveis aos problemas que envolvem as construções.

Matéria original no Blog do Jornalista Adailson Cruz:: https://adailsoncruz.blogspot.com/2019/07/o-parecer-tecnico.html?zx=e2187957675a23f4

A ética cabe em todo lugar, inclusive na Engenharia

terça-feira, 9 de julho de 2019


Muito tem se falado de ética nos últimos tempos. Escândalos na política principalmente, têm levantado a questão dos limites éticos nas relações profissionais.

Até onde vai o limite de uma relação sem ferir a ética moral e profissional?

Acidentes como os de Brumadinho, por exemplo, expõem uma conduta que fere os princípios éticos da profissão da engenharia, colocando em risco a vida de centenas de pessoas.

Infelizmente também é comum vermos casos de explosão em condomínios por serviço mal executado ou por falta de manutenção e até mesmo mortes por descarga elétrica em local que deveria, por lei, existir aterramento adequado e atestado por um profissional capacitado.

E quando nos deparamos com esses casos, nos questionamos: até onde vai a ética do ser humano ao aceitar que serviços mal executados, falta de manutenção ou “vista grossa” coloquem em risco a vida de pessoas?

Para contextualizar essa discussão vamos ver, antes, o que é Ética por definição:

Ética é a ciência que estuda os valores morais que orientam o comportamento humano em sociedade. É um conjunto de princípios ou padrões pelos quais se pautam a conduta humana. Algumas vezes a ética é chamada de "moral", e por extensão, seu estudo frequentemente chamado de Filosofia Moral. Assim, como um ramo da Filosofia, Ética é considerada uma ciência normativa, já que trata de normas de conduta humana. Na prática, agir eticamente é agir de acordo com os preceitos da moral instituída.

A Ética é importante e necessária para o bem-estar de uma sociedade e, sendo assim, se aplica a todas as esferas, seja na educação, nos relacionamentos sociais e, muito importante, nas profissões. Agir em contradição com as normas de uma sociedade, invariavelmente resulta em conflito e muitas vezes em danos a alguma parte.

A Ética porém, não é absoluta e imutável, e suas mudanças ocorrem normalmente através da quebra do padrão anterior. E a Ciência, muitas vezes, é uma das grandes responsáveis pelas quebras desses padrões, que resultam da evolução moral de nossa sociedade.

O comportamento de uma pessoa é quase sempre ético quando ela faz o que é melhor para todos!

Ética pessoal

A Ética pessoal tem origem na família, na escola e na vida social do indivíduo. Os pais são a primeira fonte de influência comportamental, emocional e ética nos filhos. Valores como: falar sempre a verdade; ser sempre honesto; importância do trabalho; autorresponsabilidade e outros, são aprendidos principalmente nesses ambientes.

Ética profissional

A profissão é um bem social da humanidade e o profissional é o agente capaz de exercê-la, tendo como objetivos maiores a preservação e o desenvolvimento harmônico do ser humano, de seu ambiente e de seus valores.

No aspecto profissional, a Ética perpetua os princípios morais fundamentais do certo ou errado. Mas aqui, especificamente, podemos traduzi-la como a maneira pela qual o ser humano conduz o desempenho de suas funções, obedecendo aos princípios que regem a moral, o respeito, o conhecimento, o sigilo profissional e os códigos de moral e conduta que regem sua profissão.

Todo comportamento tem suas razões.
A Ética é simplesmente a razão maior.
David Hume

Ética na Engenharia

A Engenharia existe desde os mais remotos tempos. Pode-se afirmar que ela existe desde o aparecimento do homem na face da Terra.

Se a entendermos como a arte de usar a técnica para realizar aquilo que a imaginação humana concebe, verificaremos que enquanto existir a humanidade, ela estará presente.

A Engenharia, compreendida como a arte de fazer, consiste em aplicar conhecimentos científicos à criação de estruturas, processos e dispositivos, que são utilizados para converter recursos naturais em formas adequadas ao atendimento das necessidades humanas.

Nos cursos de engenharia estuda-se entre outras coisas, projetos, dimensionamentos, análises, processos e avaliação de desempenho.

Mas onde entra a ética?

Engenheiros projetam produtos e equipamentos, máquinas e equipamentos agrícolas, sistemas de tratamento de matérias primas, aplicativos de gestão. Contribuem para o avanço da sociedade com o desenvolvimento de novas tecnologias; Desenvolvem processos que, muitas vezes, modificam nossa forma de viver.

Porém, produtos e processos tem consequências na sociedade Se um sistema de irrigação não funcionar, o agricultor perde a produção; Se o alimento não for manipulado de forma correta pode acarretar riscos à saúde humana; A falta de tratamento adequado de resíduos em um processo industrial pode gerar problemas ambientais graves; Uma linha de produção não projetada corretamente pode levar a prejuízos à empresa, gerando desempregos; E uma edificação que não segue os padrões normativos de construção e manutenção pode, além de causar prejuízo econômico, expor a vida de seus usuários a sérios riscos.

Decisões tomadas por engenheiros geralmente tem sérias consequências para as pessoas e para a sociedade.

Assim, a Ética na Engenharia regula os relacionamentos entre: Engenheiro e a sociedade; Engenheiro e outros profissionais; Engenheiro e meio ambiente; Engenheiro e empregador; Engenheiros e seus clientes.

O Código de Ética do Profissional da Engenharia enuncia os fundamentos éticos e as condutas necessárias à boa e honesta prática da profissão, relacionando direitos e deveres correlatos de seus profissionais.

Estabelece que a profissão deve ser praticada através do relacionamento honesto, justo, com igualdade de tratamento entre os profissionais, com lealdade na competição e com base nos preceitos do desenvolvimento sustentável na intervenção sobre os ambientes naturais e construídos. Além disso, deve ser praticada com isenção de perigo ou danos às pessoas, seus bens e seus valores

Dentre alguns deveres do profissional de engenharia destacamos:
  • Desempenhar sua profissão ou função nos limites de suas atribuições e de sua capacidade pessoal de realização;
  • Fornecer informação certa, precisa e objetiva em publicidade e propaganda pessoal;
  • Atuar com imparcialidade e impessoalidade em atos arbitrais e periciais;
  • Alertar sobre os riscos e responsabilidades relativos às prescrições técnicas e as consequências presumíveis de sua inobservância;
  • Atuar com lealdade no mercado de trabalho, observando o princípio da igualdade de condições;
  • Manter-se informado sobre as normas que regulamentam o exercício da profissão;
  • Atender, quando da elaboração de projetos, execução de obras ou criação de novos produtos, aos princípios e recomendações de conservação de energia e de minimização dos impactos ambientais;
  • Considerar em todos os planos, projetos e serviços as diretrizes e disposições concernentes à preservação e ao desenvolvimento dos patrimônios sociocultural e ambiental.

Porém, quando acidentes de maior proporção ocorrem, como os de Mariana, Brumadinho, Ciclovia Tim Maia, no Rio de Janeiro e Plataforma 36 da Petrobras, a Ética dos profissionais envolvidos é questionada.

Foi um incidente (imprevisto), um acidente (desastre), falha de projeto, falta de fiscalização, tecnologias de risco ou falta de ética? E a responsabilidade é de quem? Da empresa ou do engenheiro?

Vemos também na área de consultoria e diagnóstico de construções preditivas muitos acidentes que poderiam ter sido evitados se os princípios éticos que regem a profissão e os relacionamentos fossem observados.

Temos ainda muito o que debater e transformar, por meio principalmente da mudança de cultura e paradigma do setor.

Conflitos de interesses nas empresas, compromisso profissional, interesse econômico, sustentabilidade, práticas questionáveis, corrupção, controle de preços e desvalorização profissional são alguns dos problemas a serem enfrentados.
Assim, um dos grandes desafios do profissional do Sistema Confea/Crea é a atuação nos limites dos princípios éticos e de responsabilidade social, buscando em cada ação, a excelência.

Engenheiro Mário Galvão
Engenheiro Civil
Mestre em Gerenciamento de Projetos
MBA em Construções Sustentáveis
Especialista em Fachadas e Engenharia Diagnóstica
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