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Sistema de água quente

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

chuveiro

Compondo o sistema hidrossanitário de uma edificação, as instalações prediais de água quente têm por finalidade conduzir a água aquecida até os pontos de utilização. Para que isso ocorra, é primordial que o profissional responsável pelo projeto considere as situações que promovam a correta condução deste fluido até o ponto de utilização, garantindo o conforto térmico do usuário.

Os principais usos de água quente nas instalações prediais são o uso pessoal em banhos e higiene; em cozinhas; em lavanderias; e em finalidades médicas. E para cada tipo de uso, há uma temperatura conveniente:

  • Uso pessoal em banhos e higiene: 35ºC a 50ºC
  • Em cozinhas: 60ºC a 70ºC
  • Em lavanderias: 75ºC a 85º
  • Em finalidades médicas: 100ºC

Os sistemas de água quente podem ser classificados em:

i) sistema individual, quando um equipamento alimenta um único aparelho;

ii) sistema central privado, quando um só equipamento é responsável pelo aquecimento de água que será distribuída em pontos de consumo da edificação;

iii) sistema central coletivo, quando um só equipamento aquece a água que será distribuída a várias unidades, como por exemplo para todos os apartamentos de um edifício ou quartos de hotel.

Segundo o princípio de funcionamento ,os sistemas podem ser de:

i) acumulação, quando a água aquecida é armazenada para consumo imediato ou para um consumo posterior;

ii) passagem, quando a água é aquecida de forma instantânea para consumo imediato.

No Brasil, os sistemas de água quente mais utilizados são o aquecimento solar ou aquecedores de passagem.  A escolha do sistema a ser adotado no projeto deve levar em conta: 

    1. A definição do usuário: em geral, o usuário pode inicialmente optar pelo tipo de aquecimento que mais lhe agrada. Fica a cargo do projetista avaliar se a escolha de fato corresponde à melhor solução para o sistema predial de água quente;
    2. A disponibilidade de investimento inicial com o projeto e custos de instalação do usuário;
    3. A necessidade de aliar economia na conta de energia a longo prazo com uma solução cuja energia é retirada de uma fonte considerada limpa;
    4. A análise da existência do espaço necessário para utilização do sistema de aquecimento.

sistema de água quente em uma edificação é totalmente separado do sistema de água-fria. A água quente deve chegar em todos os pontos de consumo desejados com temperatura e pressão adequadas para o funcionamento dos equipamentos (chuveiros, misturadores de lavatórios, de pias, etc.).

A Norma Técnica ABNT NBR 7198 fixa as exigências técnicas mínimas quanto à higiene, à segurança, à economia e ao conforto dos usuários pelas quais devem ser projetadas e executadas as instalações prediais de água quente.

Segundo esta Norma, as instalações de água quente devem ser projetadas e executadas de modo a: 

a) garantir o fornecimento de água de forma contínua, em quantidade suficiente e temperatura controlável, com segurança, aos usuários, com as pressões e velocidades compatíveis com o perfeito funcionamento dos aparelhos sanitários e das tubulações; 

b) preservar a potabilidade da água; 

c) proporcionar o nível de conforto adequado aos usuários; 

d) racionalizar o consumo de energia.

Em função dos desafios atuais, como a falta de abastecimento de energia elétrica e o encarecimento da energia, surge a necessidade de se adotar soluções mais sustentáveis. Assim, os sistemas individualizados de aquecimento de água vem ganhando força, em detrimento aos sistemas aquecidos por energia elétrica.

Podemos destacar neste contexto a utilização dos sistemas de aquecimento solar para sistema predial de água quente. Além de extrair a energia capaz de aquecer a água de uma fonte gratuita, que é a radiação solar, a sua utilização vem sendo incentivada em diversos estados no país por meio de Leis de incentivo.

A atenção ao tema enfatiza a relevância do projeto hidráulico na edificação, principalmente no que se refere à sustentabilidade e, consequentemente, ao uso racional dos recursos ambientais, levando também em consideração os novos materiais e tecnologias hoje existentes.

*Engenheiro Mário Galvão
Engenheiro Civil
Mestre em Gerenciamento de Projetos
MBA em Construções Sustentáveis
Especialista em Fachadas e Engenharia Diagnóstica

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