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Sistema Hidráulico de Combate a Incêndio

domingo, 22 de dezembro de 2019

combate a incêndio

Dentro do sistema hidrossanitário de uma edificação, uma das principais instalações prediais é o sistema hidráulico de combate a incêndio, que tem como objetivo extinguir o fogo, evitar a sua propagação e resfriar os materiais e a própria edificação. 

Devido à sua importância para a segurança dos usuários, existe uma série de normas, exigências e legislações específicas, tanto a nível federal quanto a nível estadual e municipal, que devem ser observadas minuciosamente. Além de atender os códigos dos órgãos oficiais da localidade onde será executada a obra e às normas da ABNT, as medidas de segurança contra incêndio nas edificações e áreas de risco deverão ser apresentadas ao Corpo de Bombeiros para a devida análise.

Dentre as Normas Técnicas da ABNT que determinam os requisitos para instalação desse sistema, destacamos a  NBR 10897 – Proteção contra incêndio por chuveiro automático e a NBR 13714 – Sistema de Hidrantes  e de Mangotinhos para Combate a Incêndio e a NBR 15575-1 – Edificações Habitacionais: desempenho – Parte 1.

De acordo com a ABNT NBR 15575-1, as exigências relativas à segurança contra incêndio são pautadas em:

  • proteger a vida dos ocupantes das edificações e áreas de risco, em caso de incêndio;
  • dificultar a propagação do incêndio, reduzindo danos ao meio ambiente e ao patrimônio;
  • proporcionar meios de controle e extinção do incêndio;
  • dar condições de acesso para as operações do Corpo de Bombeiros.

Para que se determine as condições do  sistema hidráulico de combate a incêndio, é necessário observar o grau de risco das ocupações, de forma a dimensionar o projeto de acordo com cada caso.

O grau de risco das ocupações são classificados como:

a)  Ocupações de risco leve: compreendem as ocupações isoladas, onde o volume e/ou a combustibilidade do conteúdo   (carga-incêndio) são baixos. Tais como: edifícios residenciais; escolas; escritórios; hospitais; hotéis e motéis; e outros;

b)  Ocupações de risco ordinário: compreendem as ocupações isoladas, onde o volume e/ou a combustibilidade do conteúdo (carga-incêndio) são médios;

c)  Ocupações de risco extraordinário: compreendem  as ocupações isoladas,  onde o volume e a combustibilidade  do conteúdo (carga-incêndio) são altos e possibilitam incêndio de rápido desenvolvimento e alta velocidade de liberação de calor;

d)  Ocupações de risco pesado: compreendem  as ocupações ou  parte das ocupações  isoladas, comerciais ou industriais,  onde se armazenam líquidos combustíveis  e inflamáveis, produtos de alta combustibilidade,  como: borracha, papel e papelão, espumas celulares  ou materiais comuns em alturas superiores às previstas nas ocupações de risco ordinário.

Esse complexo sistema também está classificado em:

  1. Sistemas móveis: extintores portáteis e extintores sobre rodas.
  2. Sistemas fixos:

Sob comando: hidrantes e mangotinhos;
Automáticos: chuveiros automáticos (sprinklers) e água nebulizada.

A  instalação  sob comando  é constituída  de reservatório,  barrilete de incêndio, válvulas  de retenção e de gaveta, colunas de  incêndio, caixas de incêndio, hidrantes  de passeio ou recalque e sistema de bombeamento, e sua reserva técnica pode ser armazenada em reservatório superior ou inferior. Essa reserva  técnica de incêndio (RTI) deve ser prevista para permitir o primeiro combate, durante determinado tempo. Após este tempo considera-se  que o Corpo de Bombeiros mais próximo atuará no combate, utilizando a rede pública, caminhões-tanque ou fontes naturais.

Os hidrantes e os mangotinhos devem ser instalados em locais de fácil acesso para que possam ser utilizados pelos próprios ocupantes do local em casos de situações de emergência. Mesmo necessitando de treinamento para serem operados, não é difícil manuseá-los.

O sistema de mangotinhos também é capaz de descarregar a água em quantidade inferior ao sistema dos hidrantes, mas a quantidade é suficientemente adequada ao risco da área onde está instalada.

Os hidrantes que fazem parte do sistema contra incêndio predial possuem tubulação fixa de distribuição e componentes – como bombas e reservatório de água, que pode ser elevado ou não. Esses equipamentos são estrategicamente distribuídos para que a área protegida esteja ao alcance de seus jatos de água.

Outro equipamento fundamental no primeiro combate ao fogo é o chuveiro  automático de extinção de incêndio, ou simplesmente sprinkler. Aparelho que geralmente fica instalado  no teto, ele é dotado de uma peça especial que veda a passagem da água e possui baixo ponto de fusão. O sprinkler entra em funcionamento quando a temperatura local  ultrapassa certo nível. Ao entrar em funcionamento, passa a espalhar água em uma determinada área, combatendo assim o fogo até a chegada dos bombeiros.

Uma edificação segura e que segue as normas de construção, reforma e manutenção, apresenta baixa probabilidade de início de incêndio e alta possibilidade de fuga dos usuários. Ainda assim, é essencial que gestores de condomínios residenciais e comerciais, que são edificações com elevado número de usuários, tenham o mínimo de conhecimento de como funciona esse sistema e possam contar com um profissional qualificado para que se faça as vistorias e manutenções regulares.

*Engenheiro Mário Galvão
Engenheiro Civil
Mestre em Gerenciamento de Projetos
MBA em Construções Sustentáveis
Especialista em Fachadas e Engenharia Diagnóstica

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